Que tipo de filhos queremos deixar para o mundo?

Que tipo de filhos queremos deixar para o mundo?

A partir desta significativa pergunta, fomos estimulados, na última quarta-feira, a refletir sobre os rumos da educação que desejamos para nossos filhos e alunos.

Professor Mario Sergio Cortella, figura de presença forte e marcante, com leveza nas palavras, descontração e com equivalente seriedade (afinal, “seriedade não é sinônimo de tristeza”), trouxe à tona inúmeras situações que podem parecer óbvias a princípio, mas que se configuram como exemplos importantes do passado e do presente de como guiamos e direcionamos nossos filhos no caminho de valores e princípios em que acreditamos.

Comprometer-se com o papel de educador implica em compreender que essa missão é de longa duração, que não se faz da noite para o dia (afinal, “A vida não é 100 metros rasos. A vida é Maratona”). E não se faz sozinho. Família e escola caminham juntas nesta jornada de educação e formação em busca da autonomia. Acelerar, reduzir, economizar fôlego, repensar e ter paciência fazem parte deste jogo. O tempo é nosso aliado.

Novos tempos, novos paradigmas exigem novos jeitos de olhar. Olhar para trás, resgatar o que há de valoroso,  analisar o presente com discernimento e agir agora em nome do futuro, é um movimento extremamente valioso. Afinal, a missão de “formar gente competente para melhorar o mundo” é séria e necessita de muito investimento conjunto.

A lição que fica é que, acima de tudo, precisamos de coragem (que nada mais é do que a capacidade de enfrentar o medo). Coragem para reestabelecer o que é prioridade, para ter sempre em mente que, apesar do amor imensurável, os desejos de nossos filhos não são sinônimos de direito. Coragem para acreditar que o “não” também se justifica pelo amor. Coragem para estar alerta e perceber quando atingimos o suficiente. Para se fortalecer e não se subordinar. E, acima de tudo, esperançar.

Afinal, “O mundo que nós vamos deixar para os nossos filhos depende muito dos filhos que nós vamos deixar para este mundo”.

Ana Carolina Moura
Coordenadora Pedagógica e Educacional do Ensino Fundamental 2

 

CEB – Centro Educacional Brandão
http://www.ceb.g12.br
Alameda dos Tupiniquins, 997 – Moema – SP

Anúncios
1º Encontro Espiral do Saber – Sugestões para leitura 3

1º Encontro Espiral do Saber – Sugestões para leitura 3

Compartilhamos, abaixo, mais dois artigos para reflexão, ambos escritos por Rosely Sayão*.

* Rosely Sayão é psicóloga, consultora em educação e autora de vários livros

Leia nos sites de origem e, logo abaixo, os textos:

Em busca do bom senso […]

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2604200716.htm

Castigo e Impunidade

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1207200712.htm

………………………………………..

Em busca do bom senso […]

Na base de nossos conceitos e preconceitos educativos, tanto leigos quanto profissionais, existem algumas idéias a respeito do que significa ser uma criança ou um adolescente neste tempo que nos levam a cometer insanidades e a esquecer totalmente o bom senso. Acreditamos, por exemplo, que crianças sabem querer e que elas têm esse direito. Mas não temos a mínima idéia de como essa concepção é capaz de criar equívocos. Vejamos: se uma criança quer dormir na cama dos pais, estes, por mais que digam que não aceitam, no contato com o filho dizem, de maneira clara, que esse querer é legítimo.
Assim, milhares de crianças são privadas, todas as noites, de um sono reparador e, principalmente, de construir seu lugar em relação aos pais.
Outro exemplo é a criança pequena que só come em determinadas situações. Conheço crianças que almoçam passeando de elevador com a babá. Novamente, os pais não se dão conta de que eles autorizam -e até estimulam- tais situações. O que dizer, então, da idéia de que criança tem direito a ter respostas convincentes para tudo? São poucos os adultos que admitem responder ao filho que ele deve fazer determinada coisa simplesmente porque é necessário. A resposta dada tempos atrás, “porque sim”, é agora identificada como autoritária e considerada similar à “porque é preciso”. Por isso, pais e professores não consideram legítimo conduzir os mais novos a fazer coisas simplesmente porque é preciso. Eles buscam encontrar razões lógicas e, muitas vezes, se enrolam nessa empreitada. Já vi uma professora tentar convencer um aluno a escrever da esquerda para a direita sem sucesso porque a criança queria saber o porquê e a mestra não tinha uma boa resposta a dar.
E essa história de “autonomia” da criança? Temos levado isso tão a sério -ou melhor, de modo tão leviano- que abandonamos filhos e alunos em situações de endoidecer qualquer um deles. E a loucura na relação de adultos com crianças só aumenta porque, por outro lado, negamos alguns direitos básicos que elas têm em nome da proteção, em busca de evitar que sofram ou enfrentem frustrações e, principalmente, em nome da preparação delas para o futuro.
A criança tem o direito fundamental de brincar, certo ou errado? Assinalamos a segunda alternativa. Pais e professores simplesmente não permitem que a criança brinque. São eles que, agora, dirigem as brincadeiras e roubam a oportunidade de a criança criar seu jeito de brincar e de aprender a se virar sozinha em relação a essa atividade tão importante na vida dela, aliás, uma das únicas na qual deveria ter autonomia.
E o direito a participar das conversas que dizem respeito à própria criança, como sua saúde, seu comportamento, sua aprendizagem, seu castigo? Ah, isso não é coisa de criança! Ainda há médicos pediatras que pedem que a criança se retire depois do exame clínico para conversar só com o adulto; professores, diariamente, fazem observações de seus alunos aos pais destes na ausência das crianças. Em resumo: permitimos que elas falem bobagens quando não devem e impedimos que participem ativamente das conversas que efetivamente lhes dizem respeito.
Seria muito bem-vinda uma pedagogia baseada apenas no bom senso, não? Ou será que já perdemos isso?

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2604200716.htm

………………………..

Castigo e Impunidade

Que consideramos a impunidade um grande mal é fato; que creditamos a ela uma boa parte dos problemas de violência, também. Pensando nisso, como os pais ensinam aos filhos que seus atos produzem conseqüências?
Uma educadora me contou um fato interessante: um aluno cometeu uma transgressão e recebeu uma penalidade. No dia seguinte, o pai foi solicitar uma conversa com a orientadora. Quando isso ocorre, os educadores sabem o que esperar porque muitos pais não aceitam que o filho arque com as conseqüências de seus atos no espaço escolar ou não concordam com a sanção, que costumam achar severa demais.
Pois, para o espanto dessa educadora, o que o pai queria era manifestar apoio à atitude da escola para que o filho tivesse a oportunidade de aprender que os atos têm conseqüências. Vale dizer que o pai estava bastante sensibilizado com o tema por causa das notícias sobre comportamentos violentos praticados por jovens. Este é, portanto, um bom momento para refletir sobre o castigo.
De largada, vamos pensar a respeito do castigo corporal, amplamente usado por pais de todas as classes sociais. Ele costuma parecer eficaz porque produz efeitos imediatos, ou seja, o filho deixa de fazer o que não deve ou faz o que deve rapidamente. Mas tal efeito é efêmero, como os próprios pais podem constatar. Além disso, o castigo físico tem mais a ver com o humor dos pais ou com seu descontrole do que com o comportamento do filho. De qualquer forma, um castigo corporal é uma violência física contra os mais novos e, portanto, não pode ser educativo.
As punições exageradas e as que são aplicadas e não honradas pelos pais também ocorrem com muita freqüência. Um garoto que não fez a lição de casa antes de a mãe voltar do trabalho não pode assistir a seu programa de TV favorito por três dias. Muita coisa, não? Uma adolescente que não cumpriu o horário de retorno de uma festa foi proibida de ir à próxima, mas tanto reclamou e fez cara feia que ganhou dos pais a permissão.
Afinal, o castigo deve ser usado na educação e funciona? A resposta é sim para as duas perguntas. O castigo consistente pode ser uma boa estratégia para fazer frente às transgressões cometidas pelos filhos e para responsabilizá-los pelo que fazem. Para isso, é preciso que os pais, antes de aplicar uma punição, tenham uma atitude educativa firme e coerente.
Castigo em criança pequena não faz muito sentido. A contenção -que já é uma sanção- usada para que o filho deixe de fazer algo que não deve e a tutela constante para que faça o que deve já são atitudes suficientes. Colocar a criança pequena para “pensar” não se sustenta, já que ela nem sequer tem autonomia para tanto. Os pais de filhos nessa idade devem ter muita paciência e disponibilidade: não podem ficar bravos sempre que eles não se comportam de acordo com as normas nem podem achar graça nisso.
Para os maiores de seis anos, o castigo é educativo desde que precedido de regras claras e justificadas. A repetição das orientações, independentemente de elas serem ou não seguidas, não revela autoridade.
E é bom lembrar que o castigo aponta sempre o que não deve ser feito. Por isso, é insuficiente como estratégia educativa, já que queremos que os mais novos aprendam o que deve ser feito, o que é bom, o que é certo.
Tanto as atitudes educativas quanto a aplicação de castigos exigem que os pais usem bem a autoridade e as palavras dirigidas aos filhos, conversem praticando o olho-no-olho, escutem os filhos de maneira interessada e sejam coerentes.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1207200712.htm

 

CEB – Centro Educacional Brandão
http://www.ceb.g12.br
Alameda dos Tupiniquins, 997 – Moema – SP

Sugestões para brincar em casa com os filhos

Sugestões para brincar em casa com os filhos

Dia 28 de maio é o Dia Internacional do Brincar.

No Brasil, o movimento Aliança pela Infância (Alliance for Childhood – uma rede que atua, desde 1997, facilitando a reflexão e a ação das pessoas que se preocupam com o cuidado e com a educação das crianças) tornou essa comemoração em a Semana Mundial do Brincar, que ocorre de 22 a 28/5.  Anualmente há um tema, e neste ano é “O Brincar que Encanta o Lugar”.

……….

Um dos nossos valores é o Direito à Infância. O CEB valoriza, respeita e preserva a infância em sua essência, garantindo aos alunos o direito de ser criança que brinca, experimenta, cria, imagina, descobre, ensina e aprende.

Além das atividades de recreação que acontecem diariamente para os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1, em especial, nesta semana, todos participaram de atividades recreativas em comemoração à Semana Mundial do Brincar.

Pensando em atividades para brincar com as crianças em casa e torná-la também um lugar encantado, seguem, abaixo, de acordo com a faixa etária, sugestões extraídas do livro “Brincar é preciso/Guia para mães, pais, educadores e para quem possa interessar”, de Marilena Flores – Editora Evoluir Cultural.

Bebês e crianças até 1 ano e meio gostam de:

  • Brincar com seus dedos, pés, paninhos e bonecos de pelúcia quando estiverem em seus berços, camas ou sobre um tapete no chão;
  • Brincar de esconder atrás de panos, lençóis, portas, etc.;
  • Diferentes texturas e tamanhos para tocar;
  • Entrar em contato com diferentes aromas: flores, temperos, sachês de chás, etc.;
  • Imitar gestos e sons de animais;
  • Pular sobre a cama, rolar no tapete, engatinhar, balançar os joelhos, etc.;
  • Utilizar brinquedos empilháveis com diferentes tamanhos e cores, com argolas ou de puxar;
  • Brincar com móbiles suspensos ou presos nas laterais do berço, os que emitem sons e luzes, de várias texturas, que apresentem contrastes de cores;
  • Ouvir músicas de ritmos calmos e palavras importantes para o desenvolvimento da linguagem. Gostam de utilizar objetos com diferentes sons como brinquedo de guizo e chocalhos;
  • Ouvir histórias curtas e ver livros com figuras simples e com texturas. Estes podem ser de pano ou material lavável e macio.

 

Crianças de 1 ano e meio a 3 anos apreciam:

  • Brincar de imitar gestos tais como lavar o rosto, limpar a casa ou engatinhar;
  • Brincar de “Imitar o Mestre”, ou seja, faça tudo que o Mestre mandar tal como andar de quatro, cantar como um galo, etc.;
  • Jogos corporais de equilibrar-se em um pé só, pular com os dois pés, correr com olhos fechados, brincar com bola ou rastejar em um túnel;
  • Ouvir uma pequena história e imitar os personagens principais, utilizando fantoches;
  • Brincar de “Faz-de conta”, fantasiando-se ou usando uma roupa velha ou de adulto;
  • Utilizar grandes caixas de papelão para fazer carros, lojas ou somente para explorar;
  • Utilizar blocos grandes de construção e de encaixe, em cores variadas;
  • Brinquedos com movimento e rodas: carrinhos de puxar ou empurrar, triciclos, cavalinho de pau;
  • Jogos com bola, brincadeiras com balões (bexigas);
  • Brincar com terra, areia e água;
  • Manusear diferentes instrumentos, tocá-los e cantar. Gostam das brincadeiras que envolvem música, gestos e expressão corporal;
  • Brincar com outras crianças, compartilhando um mesmo objeto, como por exemplo, entrar em uma caixa e ser empurrado, jogar bola, vestir uma boneca, etc.;
  • Brincar com crianças mais velhas o que desperta o senso de cuidado e oferece para as menores, modelos a serem seguidos.

 

Crianças de 3 a 4 anos gostam de:

  • Brincadeiras de roda, pular, correr, escalar, rolar, escorregar, etc.;
  • Andar de bicicleta;
  • Brincar com terra, água e areia;
  • Massa para modelar, tintas com cores variadas para pintar;
  • Brinquedos com movimento como carros, trenzinhos, aviões, barcos, etc.;
  • Brincadeiras de “Faz-de-conta”. Brincar de casinha, mamãe e papai. Gostam de imitar as atividades dos adultos, além de imitar outros seres;
  • Usar fantasias com seus heróis preferidos, brincar de fantoches e teatrinho.

 

Crianças de 4 a 6 anos apreciam:

  • Brincar de pular, correr, cantar e dançar;
  • Atividades como andar de bicicleta e outros brinquedos com rodas;
  • Brincar com bonecos e bonecas, casinhas, seus utensílios, móveis e vestimentas;
  • Usar fantasias, principalmente dos personagens com os quais se identifica;
  • Ouvir histórias, principalmente os de heróis e heroínas;
  • Teatro de fantoches;
  • Jogos com regras: memória, dominó e de tabuleiro;
  • Jogos de construção;
  • Massa para modelar, forminhas e potinhos, tinta não tóxica;
  • Caminhões, tratores, carros, aviões e trenzinhos.

 

Crianças dos 6 aos 9 anos apreciam:

  • Atividades que estimulem sua autonomia e iniciativa
  • Oportunidades para as brincadeiras espontâneas, o uso de materiais criativos, os jogos, as danças, os cantos, as múltiplas formas de comunicação, de expressão artística, de criação e de movimento;
  • Ir ao parque ou convidar os amigos para brincar em casa;
  • Atividades de iniciação aos esportes que facilitam o aprendizado de regras e de atuação em equipe;
  • Preferencialmente brincar de casinha ou de escola, se forem meninas. Gostam de cantar e dançar, além de brincar com bonecas. Os meninos, as acompanham às vezes, nessas brincadeiras e gostam bastantede jogos com movimentos e desafios;
  • Misturar ingredientes de cozinha e preparar alimentos simples na companhia de adultos;
  • Andar de bicicleta.

 

As crianças de 9 aos 12 anos gostam de: 

  • Jogos com bola, brincar na água, correr, saltar, equilibrar-se ou equilibrar objetos;
  • Mesclar atividades solitárias como ler um livro, assistir TV, com aquelas que incluem exercícios físicos, bem como os jogos em grupo ou com regras;
  • Acompanhar os pais em atividades esportivas ou frequentar clube ou escola esportiva, tudo como brincadeira e estando sempre atentos para evitar treinos agressivos bem como os excessos competitivos;
  • Aprender jogos cooperativos;
  • Participar de torneios de jogos com regras: dominó, xadrez e outros;
  • Atividades criativas como o desenho. Seus trabalhos tem grande riqueza de detalhes;
  • Oportunidades de experimentações científicas;
  • Atividades artísticas como o teatro que, em suas inúmeras formas de representação, é uma ótima oportunidade para que as crianças apresentem, de forma imaginativa, sua visão de mundo;
  • Música e dança;
  • Literatura infantil.

 

CEB – Centro Educacional Brandão
http://www.ceb.g12.br
Alameda dos Tupiniquins, 997 – Moema – SP